Geração Z muito além do TikTok

Estudo da Deloitte demonstra que 28% dos entrevistados nascidos entre 1996 e 2003 veem questões ambientais como prioritárias, seguidas por desemprego e prevenção de doenças

Nem só de Amazon e TikTok vive a geração Z, também chamada de Gen Z. Muito tem sido discutido sobre o comportamento e as mudanças de hábito desta geração em relação às anteriores, especialmente no que diz respeito ao consumo.

Além das preferências por vídeos curtos, marcas que abraçam a diversidade (tanto de discurso quanto de materiais e preços, como é o caso da Shein) e predileção por novas redes sociais, ainda há muito o que aprender sobre os nascidos depois de 1998. 

Hoje, vamos discutir as preocupações desses novos consumidores, à medida em que amadurecem e como as marcas podem se conectar a eles de forma autêntica e genuína. 

Com o que os “Gen Zers” realmente se preocupam?

Por que é importante conhecer os membros da Geração Z? Especialmente porque em 2034 eles serão 80 milhões de pessoas e vão representar a maior geração dos Estados Unidos. 

Nativos digitais, eles ajudaram a movimentar o crescimento tanto do e-commerce como um todo quanto do Social Commerce durante a pandemia. Os compradores da Geração Z já gastam mais de US$ 140 bilhões todos os anos, de acordo com a consultoria Barkley Inc, sem contar outros US$ 127 bilhões que os membros da família gastam com eles anualmente.

Enquanto os millennials, agora na casa dos 30 e 40 anos, foram a primeira geração a crescer com pais divorciados e novas tecnologias, os membros da Geração Z já têm acesso ao uso de celular na primeira infância e contam com um senso de família mais amplo. 

Notavelmente mais diversos etnicamente e mais abertos a outras culturas, orientações sexuais e identidades de gênero, eles tiveram a infância marcada diretamente pela crise financeira de 2008 e, por isso, valorizam a segurança financeira e são mais aptos a pechinchar. A seguir, listamos outros assuntos importantes aos Gen Zers e seus posicionamentos a respeito. 

Meio ambiente e sustentabilidade

Os consumidores mais jovens estão se tornando mais conscientes e atentos às táticas de greenwashing usadas pelas marcas, de acordo com um estudo de junho de 2021 da Deloitte. No estudo, 28% dos entrevistados ressaltaram as questões ambientais como suas prioridades. 

Embora muitos consumidores da Geração Z ainda não tenham suas próprias rendas e, consequentemente, ainda não façam suas próprias escolhas de marcas e produtos em casa, eles parecem dispostos a pagar mais por produtos ecologicamente corretos.

Desemprego e futuro

Depois das questões ambientais, 27% dos entrevistados sinalizaram o desemprego como principal motivo de preocupação. Neste quesito, ainda de acordo com a pesquisa da Deloitte, Gen Zers e Millennials pensam de forma semelhante. A pesquisa aponta que 30% dos membros da geração Z (contra 35% dos millennials) reconhecem que a ganância e a proteção de interesses próprios por negócios inerentes aos mais ricos são um problema.

Além disso, outros 26% acreditam que as leis, regulamentos e políticas mantêm um sistema para favorecer os negócios e estes fatores são as principais causas de desigualdade. 

Proteção de dados

Por serem nativos digitais e terem acesso, desde muito jovens, a hackeamento e falhas de segurança, apenas 39% dos usuários de Internet da Geração Z nos EUA disseram que confiam que as marcas mantêm seus dados seguros. Esta é a taxa de confiança mais baixa entre todas as gerações. 

Mesmo assim, a Geração Z é a menos preocupada com a maneira como as empresas usam suas informações pessoais e há menos internautas nos EUA expressando preocupação com segurança do que entre as gerações mais velhas.

Telessaúde 

Adolescentes geralmente preferem se comunicar por mensagens de texto em detrimento de consultas pessoalmente. Cerca de 83% dos adolescentes norte-americanos usaram mensagens de texto para se manterem conectados com a família e amigos durante a pandemia. Além disso, cerca de 72% usaram ligações e outras formas de comunicação, de acordo com um estudo de abril de 2020 da CommonSense Media.

Dessa forma, modelos de terapia baseados em texto é uma aposta inteligente para empresas de telessaúde que desejam aumentar o envolvimento com pacientes mais jovens. As mensagens de texto podem criar uma conexão mais significativa do que apenas visitas de vídeo para os membros da Gen Z.

4 boas práticas para marcas criarem relacionamentos genuínos com a geração Z:

Mais do que nunca, engaje

Marketing e publicidade tradicionais não costumam funcionar com os membros da geração Z. Por isso, é preciso conectar-se e colaborar com eles em conteúdo, campanhas, promoções, produtos e experiência do usuário. Vale ser genuinamente curioso sobre quem são eles, suas motivações e interesses. Quanto mais sua marca os entende, mais conexão sua marca terá e, consequentemente, mais chances de se tornar viral. 

Conceda acesso à realidade da marca

O público da geração Z precisa ser envolvido no processo de marketing. Use a oportunidade para determinar quais abordagens funcionam melhor. Além disso, eles precisam conhecer os bastidores, pois os consumidores mais jovens buscam autenticidade, não uma versão perfeita e mascarada das marcas. Os stories costumam ser muito eficazes para isso.

Entenda que, para eles, comprar é uma experiência

O consumidor da Geração Z é social e gosta de fazer das compras uma experiência compartilhada entre seus colegas. Com isso, tanto as vivências online quanto as físicas precisam ser imersivas, instagramáveis. Enquanto os consumidores mais velhos são orientados pela conveniência, os mais jovens buscam experiências visuais e envolventes. Dessa forma, não é incorreto dizer que a Gen Z prioriza experiências, muito mais do que meras aquisições.

Embaixadores de marca ou… Cancelamento

A importância do boca a boca para a geração Z é imensa. Por isso, esteja sempre alinhado aos valores da geração, como diversidade, sustentabilidade, apoio a causas e impacto social. Por estarem muito mais conectados, um deslize já é sinônimo de crise e uma experiência ruim é sinônimo de cancelamento. 

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