Entenda o que mudou no consumo do brasileiro em 2021

O Índice de Saúde Financeira do Brasileiro (I-SFB), divulgado pelo Banco Central (BC) e pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), aponta que em uma escala de 1 a 100, a saúde financeira do brasileiro está em 57 pontos

É impossível ignorar os efeitos que a pandemia causou na economia e no mercado em todo o mundo. Dentre eles, estão o crescimento do e-commerce, dos pedidos delivery, especialmente de supermercados. E, no Brasil, além desses fatores, está uma transformação radical no consumo do brasileiro. 

De acordo com pesquisa da Toluna, realizada no mês de fevereiro de 2021, 70% dos entrevistados afirmaram que estão economizando mais por conta do vírus da Covid-19. Assim, no decorrer da leitura de hoje, vamos abordar o que mudou nos hábitos financeiros dos brasileiros e entender como essas transformações podem afetar o futuro. 

Materiais de escritório e construção lideram os gastos

Quando o assunto é a categoria em que os brasileiros mais gastam o de móveis de escritório e materiais de construção lideram o ranking, de acordo com o 1º relatório de Análise de Comportamento de Consumo, divulgado pelo Itaú. 

A transformação deve estar relacionada aos novos hábitos de home office e, consequentemente, mais tempo em casa com outras pessoas da família. Além desses, mercados, drogarias e cosméticos também se destacaram, em detrimento dos setores de turismo, vestuário, cultura, esportes e entretenimento e educação, com as maiores quedas de consumo.

Além disso, de acordo com pesquisa Global Consumer Insights Survey, de abril de 2021, cerca de 47% dos consumidores esperam gastar mais com itens de supermercado.

Consumo do brasileiro x reserva financeira

Apesar de economizar mais, o brasileiro ainda está na risca dos seus gastos e economias. O Índice de Saúde Financeira do Brasileiro (I-SFB), divulgado pelo Banco Central (BC) e pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) aponta que, em uma escala de 0 a 100 pontos, a saúde financeira média da população brasileira está em 57 pontos. Vale ressaltar que quanto mais alto o indicador, melhor é considerada a saúde financeira.

A pesquisa ainda aponta que cerca de 69,4% dos brasileiros gastam mais do que ganham ou ficam no limite dos gastos, sem muito espaço para investimentos. 

Mesmo assim, em 2020, ano de início da pandemia da Covid-19, o brasileiro passou a se preocupar em começar ou manter uma reserva de emergência. De acordo com pesquisa da Toluna, cerca de 53% aplicaram em produtos financeiros, o que representa 11 pontos percentuais a mais do que o levantamento anterior. 

Agora, resta observar o que deve acontecer com o avanço da vacinação e afrouxamento das medidas de isolamento. Ainda é cedo para entender se a capacidade de poupar e investir serão hábitos do brasileiro ou se as pessoas irão usar os recursos economizados para o “consumo de vingança” e levar a um aumento de gastos com compras online, bem como lazer e programas escassos na maior parte dos anos de 2020 e 2021, em virtude da pandemia.

4 insights sobre o consumo do brasileiro no pós-pandemia

Mais economia

O brasileiro economizou na pandemia, especialmente em virtude das preocupações com o futuro e expectativa de gastos com saúde. Entretanto, a alta dos preços fez com que os brasileiros acabassem gastando muito mais em itens como alimentação e saúde.

Gastos com adaptação em casa

O home office, regime no qual as pessoas passaram a trabalhar e estudar durante a pandemia, levou a adaptações em casa. Essa necessidade levou os segmentos de materiais de escritório e de construção à marca de campeões de vendas no Brasil. Os e-groceries, vendas de itens de supermercados online, também merecem destaque e podem ter transformado definitivamente a forma do brasileiro fazer as famosas “compras de mês”. 

Compensação no pós-pandemia 

Resta saber se o brasileiro vai continuar economizando ou, justamente, vai buscar compensar o tempo de restrição com gastos desnecessários no pós-pandemia. 

Aprendizados sobre investimento 

O brasileiro tem buscado se informar sobre saúde financeira e investimentos. Vale encontrar maneiras de educar o público sobre o assunto e inspirar a audiência ao consumo consciente e a importância de investir de forma certeira e estratégica.

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