70% dos consumidores odeiam publicidade. O que marqueteiros podem fazer a respeito?

Pesquisa global da Edelman de outubro de 2020 revelou que quase sete em cada 10 entrevistados usavam um ou mais métodos para evitar anúncios. Dentre essas medidas estavam a mudança de hábitos de mídia para ver menos anúncios (49%) e uso de bloqueadores de anúncios (48%)

Todo mundo sabe que um dos principais ganhos do marketing e da publicidade digital foi a facilidade de segmentação. É possível rastrear interesses do público por meio de cookies, medir a atribuição e criar uma publicidade mais relevante e útil para as pessoas. A questão é muitos anunciantes preferem o caminho da forma bruta, tratando o marketing digital como a mídia de massa e irritando as pessoas que buscam formas de não serem mais interrompidas.

A maioria dos consumidores evita a publicidade, especialmente por meio dos famosos “ad blockers”.  Além deles, o consumidor tem priorizado a mídia digital por assinatura ou clicando sem pudor no botão “pular anúncios”. 

Esse comportamento serve como um ponto fundamental de reflexão para os profissionais de marketing. Por isso, vamos discutir as atitudes da audiência frente à publicidade digital e oferecer ideias de boas práticas a fim de fisgar a atenção para o seu produto, serviço ou marca.

Anúncios: como garantir relevância

A publicidade que funciona é aquela que apesar de estar entre a pessoa e o conteúdo que ela deseja consumir é relevante, apresenta produtos e serviços com alto grau de afinidade pois utiliza de forma correta os dados que as pessoas fornecem todos os dias.

Como muitos anunciantes não conseguem gerar relevância os consumidores estão optando por pagar para receber conteúdo digital sem anúncios ou com cargas de anúncios reduzidas. Assim, na maioria dos canais de mídia, os consumidores preferem aceitar anúncios quando não precisam pagar para assinar ou podem pagar menos por uma assinatura. 

Além disso, o público também parece ser mais receptivo a experiências de anúncios mais leves e menos intrusivas, bem como a anúncios de vídeo premiados. Uma pesquisa global da Edelman de outubro de 2020 revelou que quase sete em cada 10 entrevistados usavam um ou mais métodos para evitar anúncios. Dentre essas medidas estavam a mudança de hábitos de mídia para ver menos anúncios (49%) e uso de bloqueadores de anúncios (48%).

Custos impactam decisão do consumidor em aceitar ou não publicidade digital

Os custos crescentes e o cansaço das assinaturas levaram alguns consumidores a aceitar anúncios, se isso significar que o conteúdo é gratuito ou menos caro. A premissa é basicamente a mesma dos streamings suportados por publicidade. O YouTube é o maior exemplo, já que a plataforma sempre foi um grande player na visualização de vídeos digitais com suporte de anúncios.

Assim, mesmo aceitando anúncios, o consumidor revela sempre a importância da experiência positiva com o anúncio. Dentre as maiores preferências estão os carregamentos mínimos de anúncios, os conteúdos mais curtos e menos ou nenhum intervalo de anúncio aparecendo no meio do conteúdo.

4 principais insights sobre a preferência dos consumidores frente à publicidade digital

Anúncios cortam custos

Os consumidores estão dispostos a aceitar anúncios em conteúdo digital para acesso gratuito ou mais barato, se estiverem interessados ​​no conteúdo. Assim, seja qual for o canal digital, os consumidores evitam grandes carregamentos de anúncios, repetição de conteúdo e interrupções.

Ad Blockers são realidade

Os usuários da Internet continuam a usar bloqueadores de anúncios em computadores e dispositivos móveis. Os consumidores também priorizando experiências de mídia digital sem anúncios ou com cargas reduzidas de anúncios. Assim, é fundamental demonstrar que o consumidor vai ser recompensado ao consumir os anúncios. 

Preocupação com dados

Alguns consumidores poderão estar mais propensos a compartilhar informações pessoais com marcas ou anunciantes para alguns fins. Entretanto, a maioria não se sente confortável ​​com a coleta de dados pelos anunciantes e reclamam que a prática é invasiva.

Concorrência é benéfica

A fim de cortar custos e, ainda assim, acompanhar todos os serviços de streaming, o público poderá recorrer a vídeos com anúncios como uma opção mais barata. Assim, os anunciantes poderão investir em formatos que sejam atrativos e em plataformas diferentes.

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