Newsletters: plataforma paga contabiliza mais de meio milhão de inscritos

Caso da Substack e parcerias do Twitter e Patreon ilustram o que muitos profissionais de marketing já sabem: a newsletter têm força; basta saber usá-la

O assunto newsletters e e-mail marketing costuma dividir opiniões entre profissionais da área. Alguns defendem que e-mails não são mais acessados como eram antes, enquanto outros continuam criando e enviando, porém mais por costume do que por uma estratégia realmente eficaz.

Se você engrossa o coro dos que duvidam se a abordagem funciona, vale continuar a leitura. De acordo com dados do eMarketer, jornalistas renomados vêm deixando seus empregos para começar listas de e-mails independentes, com números de leitores surpreendentemente altos e dispostos a pagar pelo conteúdo.

O que esses casos recentes de parcerias e novas estratégias contando com as newsletters têm a nos dizer? Vamos falar um pouco sobre o assunto no decorrer da leitura de hoje.

Substack e novos players valorizam newsletters

O que vem levando jornalistas de renome a abraçar conteúdos criados especialmente para listas de e-mails? Parte dessa resposta tem a ver com o Substack, provedor de boletins e queridinho do mundo da tecnologia, que ultrapassou meio milhão de assinaturas pagas no início de fevereiro de 2021 (o dobro dos 250 mil informados em setembro de 2020). O número, que já é alto por si, nem contabiliza os leitores de boletins gratuitos.

Além disso, vale mencionar o case do Twitter, que adquiriu a plataforma de newsletters Revue em janeiro de 2021. O Patreon também faz parte da onda dos players que valorizam a newsletter: recentemente, o site de financiamento coletivo anunciou uma parceria com o Mailchimp, que permitirá aos criadores enviar emails direcionados à sua lista de assinantes.

De acordo com o eMarketer, o crescimento do interesse em newsletters deve persistir à medida que outros players entrem no espaço. A própria Substack está comprometida em manter um fluxo de receita 100% baseado em assinatura, alegando que não tem planos de construir recursos de publicidade. Entretanto, ainda de acordo com o monitor, os leitores tendem a preferir conteúdo digital gratuito com anúncios.

Uma pesquisa de dezembro de 2020, conduzida pelo What If Media Group, descobriu que pouco menos da metade (47,3%) dos adultos dos EUA assinaram pelo menos um boletim informativo por e-mail para notícias ou entretenimento. E a maioria (79,6%) dos entrevistados respondeu que prefere acessar conteúdo gratuito com anúncios em vez de pagar por uma experiência sem anúncios.

Por que ainda vale a pena criar newsletters?

A maior vantagem para os profissionais de marketing que criam news é que os leitores vêm pré-direcionados, ou seja, eles já demonstraram interesse em um tópico ao se inscreverem.

Outra vantagem é que os relacionamentos que criadores de conteúdo para news constróem com seu público são semelhantes aos dos influenciadores e seus fãs.

Ainda existe a crença de que newsletters são invasivas e deletadas sem nenhuma interação, mas todos temos algum e-mail que recebemos e de que gostamos. Então, por que não tentar ser parte de quem faz um conteúdo relevante e imperdível, mesmo que ele seja restrito a um nicho bem específico?

De acordo com o eMarketer, 12,8% dos entrevistados consideram relevantes os anúncios em newsletters para suas compras. Para uma ferramenta relativamente barata, pode haver um bom custo-benefício nessa equação.

4 boas práticas para alcançar sua audiência com newsletters

Encontre sua audiência

Descubra os interesses, desejos e necessidades dos seus clientes e certifique-se de que a news seja feita sob medida para sua marca. Além disso, construir sua audiência é o primeiro passo para direcionar o conteúdo e tornar seus leitores clientes no futuro. Tente entender os motivos pelos quais o público segue você e se interessa pelo que você cria.

Conteúdo + CTA

Invista um tempo na curadoria de conteúdo e certifique-se de que, de alguma forma, aquele material é relevante para sua marca e para sua empresa. O conteúdo para news precisa ser envolvente, mas também claro e conciso o suficiente para não desperdiçar o tempo de quem abriu o e-mail. Tão importante quanto isso é o call to action: botões precisam ser claros em relação à ação que o leitor precisa tomar.

Ignore o bounce (de certa forma)

Sempre haverá uma parcela de pessoas que irão cancelar a assinatura em seus e-mails. E trata-se de uma equação matemática: quanto mais sua lista cresce, mais o número de cancelamento de inscrição aumenta. Entretanto, vale descobrir qual é a taxa considerada aceitável e saber diferenciar o que faz parte do dia a dia e o que pode revelar uma crise.

Qualidade é melhor que quantidade

Concentre-se em agregar valor aos seus inscritos, mesmo que eles sejam poucos. Aproveite o início para ir testando design, conteúdo e CTAs que mais funcionam. Avalie resultados de testes A/B e priorize a criação de e-mails com base nesses dados. Assim, você poderá criar uma estratégia que foque em poucos e-mails, mas certeiros, bem como em inscritos na medida. Dessa forma, você será capaz de falar diretamente para aqueles com real potencial de conversão.

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