E-commerce no Brasil é o segundo que mais cresce no mundo

De acordo com o eMarketer, o Brasil é o maior mercado de varejo eletrônico da América Latina com US $ 41,68 bilhões (R$ 214,90 bi)  

Que o e-commerce não para de crescer na América Latina é mais do que óbvio. Mas vale entender que o e-commerce no Brasil é o grande catalisador desse crescimento. Dados do eMarketer revelam que o Brasil será o maior mercado de varejo eletrônico da América Latina. O país vai ser responsável por pouco menos de um terço (31,7%) de todas as vendas na região este ano.

Além do Brasil, Argentina e México também compõem a lista de países latinoamericanos dentre os 10 mercados de varejo eletrônico que mais crescem em 2021. 

No post de hoje, vamos abordar um pouco mais sobre esse cenário e o que o crescimento acelerado do e-commerce brasileiro tem a dizer e nos antecipar. 

Perspectivas do e-commerce no Brasil 

De acordo com o eMarketer, em 2021, a América Latina continuará a manter seu primeiro lugar como o mercado de varejo eletrônico de crescimento mais rápido. A estimativa de crescimento é de 25,6%, antes de ceder o posto ao Oriente Médio e à África, em 2022. 

Com a pandemia, as compras online acabaram se tornando o novo normal. Esse fator aumentou as perspectivas de crescimento do e-commerce no Brasil. 

Uma pesquisa de outubro de 2020 realizada pela Ipsos para a FIS demonstra o interesse em compras online. São mais de seis em cada 10 (62%) usuários brasileiros de internet entre 18 e 73 anos que planejam fazer mais compras online do que em lojas físicas. 

Esse cenário fez do Brasil o maior mercado de varejo eletrônico da América Latina, com US $ 41,68 bilhões (R$ 214,90 bi) em 2021, seguido pelo México, que representará mais de um quarto (27,4%) do ecossistema de comércio eletrônico de varejo da região, com $ 35,96 bilhões. Em terceiro lugar, vem a Argentina, com uma participação de 8,6%, ou $ 11,30 bilhões.  

Este ano, pela primeira vez, as vendas de comércio eletrônico representarão mais de 10% do total das vendas no varejo em cada um dos três países mencionados.  

São Paulo é a capital do comércio eletrônico brasileiro

Segundo dados divulgados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) em parceria com a Ebit | Nielsen, as vendas do comércio eletrônico no varejo paulista cresceram 27,0%, de R$ 22,87 bilhões (US $ 4,44 bilhões) em 2019 para R$ 29,05 bilhões ($ 5,63 bilhões) em 2020.  

Tendências semelhantes também foram observadas em São Paulo. Na cidade, as vendas do comércio eletrônico no varejo aumentaram 22,5%; de R$ 8,70 bilhões ($ 1,69 bilhões) para R$ 10,66 ($ 2,07 bilhões ) durante o mesmo período. 

4 efeitos do crescimento do e-commerce no Brasil 

Smartphones são prioridade 

O Brasil e o México são dois dos maiores mercados de varejo de e-commerce por meio de mobile (mcommerce) na América Latina. Os dois países representam 57,7% de todas as vendas de varejo da modalidade na região. O Brasil representará quase um terço (32,5%) das vendas de varejo eletrônico por mobile, com $ 20,84 bilhões (BRL107,45 bilhões), enquanto o México será responsável por mais de um quarto (25,2%) das vendas, com $ 16,15 bilhões (MXN351,62 bilhões) . 

Parcerias com influenciadores  

Um dos principais aspectos do crescimento do e-commerce brasileiro tem a ver com os influenciadores digitais. De acordo com pesquisa da Kantar Ibope, no Brasil, cerca de 86,5% das marcas afirmam que trabalhar com influenciadores é extremamente importante para os negócios. Além disso, 52% dos usuários de redes sociais brasileiros seguem algum influenciador digital. 

Marketplaces crescerão ainda mais 

Vale ressaltar que os marketplaces são importantes canais para gerar crescimento de vendas de forma rápida e sem muito esforço. De acordo com o E-Commerce Brasil, o crescimento dos marketplaces foi de 41% em 2020, no País, que é o décimo maior mercado digital do mundo. 

Relevância dos pagamentos digitais 

A praticidade e a redução de atrito nos pagamentos digitais são grandes atrativos para o consumidor. Em virtude da popularização do PIX e das carteiras digitais, a população se acostuma cada vez mais com a experiência das compras e pagamentos online. 

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