Na Zmes, um ex-McKinsey otimiza o marketing digital

Marcelo Trípoli

Pedro Arbex e Geraldo Samor

As marcas que já nascem na internet usam as mídias sociais e lidam com os algoritmos do Google e Facebook como quem troca de camisa, mas o mesmo não é verdade para os grandes bancos, empresas de telecom e varejistas — que se apoiam em agências de marketing digital para otimizar suas vendas online. 

Nos três anos em que trabalhou na McKinsey, Marcelo Trípoli viu de perto essa dificuldade dos clientes — incluindo a escassez de parceiros eficientes — e resolveu montar sua própria agência.

A Zmes (pronúncia: zimes), que começou a operar esta semana, oferece uma tecnologia proprietária para otimizar os resultados do marketing digital e, pela primeira vez na indústria, se remunera principalmente em cima do aumento de vendas que consegue gerar. 

“A maior dificuldade das grandes empresas é operar em alta performance, o que significa manter o custo de aquisição baixo e aumentar as vendas”, disse Marcelo, um veterano do mercado de publicidade que, antes de trabalhar na McKinsey, fundou e vendeu sua própria agência, a iThink, para a SapientNitro, do grupo Publicis. 

Ainda em busca do seu primeiro cliente, a Zmes nasceu avaliada em mais de R$ 40 milhões. Quatro investidores com os pés na economia real — Miguel Krigsner e Artur Grynbaum, o fundador e CEO do Boticário, respectivamente; Hélio Rotenberg, fundador da Positivo; e Cláudio Loureiro, da agência de publicidade Heads — compraram 42,5% da empresa, por R$ 18 milhões. 

Trípoli tem outros 42,5% e o restante está dividido entre os diretores da agência. 

O software da Zmes permite visualizar os dados das campanhas e a equação de retorno de cada uma delas — permitindo que o cliente faça alocações dinâmicas de sua verba.

“A tecnologia disponível hoje às agências só dá a elas uma visão parcial do funil de conversão — ou seja, o lead”, diz Trípoli. “Mas isso não mostra o resultado real da campanha. Nós conseguimos enxergar o funil inteiro, e não só um pedaço.”

Isso é importante porque a tecnologia ajuda a reduzir as quebras nos processos de venda. “Muitas vezes uma campanha gera um lead mas a compra não é concluída por questões de processos internos do cliente, como billing, disponibilidade de instalação, etc. Nosso modelo vai aumentar a exposição de mídia para o cliente com maior propensão de concluir a transação.” 

Trípoli diz que a Zmes pode gerar um aumento de até 20% na eficiência do uso da verba. “Para um cliente que gasta R$ 100 milhões por ano, uma economia de R$ 20 mi é a diferença entre o lucro e o prejuízo.” 

No lado criativo, a chief creative officer da Zmes é Giuliana Viscardi, que foi head de planejamento na Vice Media e já passou pela Cubo CC, outra agência de marketing digital, e B/Ferraz. 

Segundo Trípoli, metade da receita da Zmes virá da remuneração variável em cima do aumento de vendas pré-acordado com o cliente — uma inovação num mercado pouco acostumado a este tipo de alinhamento.

Publicada originalmente em Brazil Journal.

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